Mundo ficciónIniciar sesiónAlice sabia que trabalhar para Victor Lancaster, um CEO implacável e controlador, exigia disciplina. Mas ninguém a preparou para Valentina Lancaster. Esposa ambiciosa, dona de uma beleza e personalidade enigmática. Uma presença forte por onde passa, até mesmo impossível de ignorar. No começo, Alice achava que tudo não passava de charme inocente de uma mulher extrovertida. Mas, Valentina não fazia nada por acaso. Os toques sutis, os sorrisos carregados de segredos, entre olhares demorados… tudo nela era intenso, como uma fragrância marcante. Seria apenas assuntos de trabalho, provocação ou um convite silencioso para algo a mais? Alice tenta ignorar, mas Valentina sabia exatamente como dobrar vontades. E quanto mais ela se rende, mais percebe que está presa em algo maior — seria isso um possível triângulo de poder, desejo e manipulação, onde ninguém escaparia ileso? Victor estaria envolvido ou era mais uma vítima, o que ele fará? E, no final, quem realmente está no controle desse jogo?
Leer másO jardim da fazenda Lancaster exalava o sol da tarde que banhava o jardim em tons de pêssego e dourado. Alice observava a decoração neutra, os balões flutuando suavemente e o sorriso constante de Rique. Era o dia do seu vigésimo quinto aniversário e o dia de descobrir quem crescia em seu ventre. A vida parecia, finalmente, ter encontrado um pouco de paz. Mesmo assim, sentia o peso da ausência de Valentina. Era uma névoa que ninguém conseguia dissipar.O nome do bebê já era um pacto: uma homenagem à mulher que tinha sido um furacão e o enigma em suas vidas. A casa estava cheia, risos ecoavam pelo jardim, e a ansiedade do momento parecia diluída entre abraços, presentes e expectativas.Em determinado instante, sentindo o corpo cansado e a mente cheia, ela se afastou discretamente. Precisava de silêncio, nem que fosse por alguns minutos. Enquanto a música suave dissipava, o celular dela vibrou no bolso. Sentou-se em um banco para responder às mensagens, e um e-mail no topo da tela surge
As últimas semanas tinham sido um caos. A busca incessante por Valentina e Victor drenava a energia dos Lancaster, e a esperança de encontrá-los vivos já era quase nula. Ainda assim, a família precisava compreender o que realmente havia acontecido — não apenas para tentar salvar a reputação da empresa, mas, principalmente, para limpar o nome de Valentina.A polícia não tinha respostas. As poucas pistas desapareceram, e, aos poucos, o assunto saiu das manchetes. Dentro de casa, todos se calaram diante da tragédia. Silvana carregava uma ferida aberta por não conseguir resolver aquilo; Ramon, por sua vez, parecia cada vez mais distante, evitando tocar no assunto.O último apelo do investigador Kim foi direcionado a Rique, que havia assumido a gestão das duas empresas. Ele o encontrou na VIVA, na sala de reuniões, acompanhado da namorada e de Carlito. O ambiente estava pesado. Kim mantinha o tom sério, os olhos estreitados sobre Rique, enquanto Alice, ao lado, folheava distraidamente um p
O investigador Kim não conseguia afastar a sensação de que algo estava sendo jogado diante de seus olhos apenas para distraí-lo do que realmente importava. As últimas semanas foram um turbilhão, e a notícia mais recente apenas confirmava que a trama em torno do desaparecimento de Valentina e Victor estava longe de ser linear. Era algo bem intrigante. Na manhã seguinte ao vazamento da matéria na imprensa, a polícia foi informada de que o porteiro do hangar onde ficavam os jatinhos da família havia sido encontrado em um sítio abandonado, acompanhado de Radiam, o cavalo. Quando chegaram lá, o homem estava sentado à sombra de um galpão, com o olhar perdido e respiração ofegante. Respondia em frases soltas, misturando tempos, como se quisesse falar e ao mesmo tempo apagar o que sabia.O investigador sabia ler aquele tipo de postura. Não era apenas nervosismo: parecia medo encoberto. Talvez medo de gente perigosa. — Dona Valentina... ela pediu pra cuidar do animal — ele começou, voz trêmu
A fazenda estava mergulhada num caos abafado. Uma tensão invisível escorria pelas paredes e se infiltrava nas vozes dos funcionários que, espalhados pelos arredores, varriam cada centímetro em busca de qualquer sinal de Valentina. Nenhum rastro. Nenhuma resposta.Dentro da sede, o clima era de desespero contido. Alice, Silvana e alguns familiares tentavam organizar as ideias entre ligações, hipóteses e perguntas que ninguém conseguia responder. Foi nesse caótico momento que um telefone tocou. Ramon, com os olhos vermelhos, levantou-se em um impulso automático e foi para o escritório. Ele fechou a porta, e o que ouviu do outro lado da linha fez seu sangue gelar.Ramon não saiu de lá, mas antes que alguém fosse atrás. A porta da frente se escancarou com violência, e o som seco rompeu o silêncio.— Gente! Vão para sala de cinema! Agora! — A voz de Rique rompeu, exaltada e quase tremendo. — É urgente!Ele correu sem esperar que alguém perguntasse algo. Era como se as palavras estivessem em
A madrugada repousava densa sobre a fazenda, mergulhando a propriedade em um silêncio quase sepulcral. A não ser pela luz amarelada de um único cômodo, todo o casarão estava imerso em sombras. Rique e Ruthe haviam chegado sem fazer alarde, ele havia estacionado discretamente o carro na lateral da casa. Os pneus mal estalaram nas pedras da entrada.Ruthe, elegante em seu salto médio e vestido de seda azul-petróleo, parou diante da porta do quarto de Valentina. O relógio de parede do corredor — antigo, com ponteiros dourados e vidro embaçado pelo tempo — marcava pouco depois das 3h da manhã. Ela hesitou um segundo. Sabia que aquele horário era suspeito, mas também sabia que o que carregava nas mãos mudaria o rumo de muitas coisas.Com o dedo enluvado, deu duas batidinhas discretas na porta. Era como um código antigo entre elas. Pequenos sinais construídos desde a infância, quando brincavam de espionagem e contavam segredos. A prima abriu a porta com o cenho franzido, os olhos semicerrad
As estrelas refletiam no céu como pequenas fagulhas de esperança numa madrugada carregada de segredos. O brilho delas piscava como um sussurro distante, um lembrete de que algo ainda pulsava dentro dela. Valentina sentia as pálpebras pesarem, como se carregassem o próprio mundo. A brisa gelada tocava seu rosto, como a delicadeza de um beijo, e por um instante, ela se perguntou se estava sonhando.Foi quando o brilho da manhã a despertou. Ela foi pega, desprevenida, por quem não esperava. Era como se o passado tivesse se dissolvido como névoa, e agora o presente batia à porta com a força de uma tempestade.Ela só queria sair dali antes que fosse tarde demais.HORAS ANTES...No alto da escada, Victor estava no meio de uma ligação, com um movimento contido, olhando ao redor. Seus olhos frios desciam em direção ao salão, enquanto o murmúrio dos convidados se misturava à música ambiente e às luzes douradas que os envolviam.— Execute o plano B — ordenou em voz baixa. — Agora!Carlito, para





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