O jardim da fazenda Lancaster exalava o sol da tarde que banhava o jardim em tons de pêssego e dourado. Alice observava a decoração neutra, os balões flutuando suavemente e o sorriso constante de Rique. Era o dia do seu vigésimo quinto aniversário e o dia de descobrir quem crescia em seu ventre. A vida parecia, finalmente, ter encontrado um pouco de paz. Mesmo assim, sentia o peso da ausência de Valentina. Era uma névoa que ninguém conseguia dissipar.
O nome do bebê já era um pacto: uma homenagem à mulher que tinha sido um furacão e o enigma em suas vidas. A casa estava cheia, risos ecoavam pelo jardim, e a ansiedade do momento parecia diluída entre abraços, presentes e expectativas.
Em determinado instante, sentindo o corpo cansado e a mente cheia, ela se afastou discretamente. Precisava de silêncio, nem que fosse por alguns minutos. Enquanto a música suave dissipava, o celular dela vibrou no bolso. Sentou-se em um banco para responder às mensagens, e um e-mail no topo da tela surge