A chuva começava a ameaçar o céu, cobrindo a cidade com nuvens escuras e pesadas, como se até mesmo o tempo pressentisse o que estava por vir. Eu atravessava as ruas sem rumo, dirigindo como um condenado. O meu rosto ainda ardia onde um soco me acertou mais cedo, mas eu ignorava a dor física. Nada era pior do que o desespero que corroía minhas entranhas.
Naira havia desaparecido. O banco da praça vazio me assombrava. O picolé que eu comprei para ela havia se derretido no chão. Eu corri, gritei