A sala da coordenação estava silenciosa. O sol mal havia subido no alto do morro, mas Isis já estava ali, de pé, com os olhos cravados no arquivo digital da "A Dona do Morro". A luz azul da tela iluminava seu rosto tenso. Cada parágrafo lido era um soco no peito, um estalo na memória. Théo havia deixado tudo registrado. Tudo.
Ela revivia a dor, mas também sentia algo novo. Uma raiva contida, uma fúria que não era destrutiva, mas impulsionadora. Theo nunca os traiu. Ele se entregou. Se expôs. E