O sol nascia sem pressa no morro.
A brisa soprava suave, como se a natureza respeitasse o silêncio que reinava na laje da ONG Raízes do Morro. Desde que Zóio chegou ferido, a rotina ali se dividia entre duas coisas: resistir e esperar.
Durante o dia, o trabalho seguia firme. As oficinas continuavam, os cursos com os novos professores aconteciam, crianças corriam com cadernos e pincéis nas mãos. E Neumitcha fazia questão de lembrar a todos — com batom impecável e voz firme — que a vida não podi