O cheiro de pólvora ainda estava no ar.
Parecia impregnado nas paredes da ONG Raízes do Morro, no chão da quadra que antes era brincadeira e agora era silêncio, e principalmente nas lembranças de quem sobreviveu à tempestade. O vento da manhã trazia poeira, mas também os ecos da noite anterior. Balas perdidas, gritos, correria. A violência tinha passado por ali feito vendaval — e o que doía agora era o vazio.
A quadra, onde geralmente ecoavam risos e sons de bola batendo no chão, estava vazia