Era pra ser só mais um dia de aula.
O cheiro de cuscuz fresco se misturava com o som das crianças jogando bola na quadra. Os voluntários chegavam aos poucos, vestindo o colete da ONG como se fosse armadura. Theo ajudava a colar um cartaz novo na parede da sala de leitura: "Meus sonhos cabem nesse mundo. E eu também."
— Ei, professor — chamou Bê, encostando na porta com o boné virado pra trás. — Ficou maneiro isso aí. Quase chorei.
— E você chora por alguma coisa, Bê? — Theo sorriu.
— Só qua