A GÊMEA SUBSTITUTA do FÉRA

A GÊMEA SUBSTITUTA do FÉRAPT

Urbano
Última atualização: 2026-06-10
S.W.SOUZA  Atualizado agora
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Título: A Gêmea Substituta Idênticas na aparência, mas opostas em tudo o que realmente importa, Raíssa e Taíssa seguiram caminhos completamente diferentes. Raíssa, fria, ambiciosa e dona de uma personalidade dominante, é a companheira fiel de Féra, o temido chefe do Alemão. Já Taíssa escolheu salvar vidas: tornou-se médica e construiu sua vida longe dali, nos Estados Unidos. Anos depois, a morte do pai obriga Taíssa a voltar ao Brasil e enfrentar um passado que preferia esquecer — incluindo a irmã amarga que nunca a aceitou. Sem ter para onde ir, ela acaba sendo acolhida por Féra, que a convida para ficar em sua casa com um propósito claro: cuidar da delicada gravidez de Raíssa. Mas o que deveria ser um recomeço se transforma em sofrimento. Humilhada constantemente pela irmã por sua aparência e jeito doce, Taíssa suporta em silêncio, dedicada apenas à vida que cresce em meio ao caos. Até que uma tragédia muda tudo. Com a morte inesperada de Raíssa, Taíssa se vê obrigada a assumir o lugar que nunca quis: tornar-se mãe da própria sobrinha… e viver sob o mesmo teto do homem que pertenceu à sua irmã. Entre o luto, segredos e conflitos, Féra começa a enxergar em Taíssa algo que jamais imaginou sentir — um sentimento que desafia seu passado, seu poder e sua própria consciência. Em um mundo onde amor e perigo caminham lado a lado, Taíssa precisará decidir se continuará sendo apenas uma substituta… ou se terá coragem de escrever sua própria história.

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Capítulo 1

CAPITULO 1

Capítulo 1

Raíssa Narrando

Me chamo Raíssa Medeiros tenho 20 anos. Sempre tive tudo que quis. Nunca meus pais me negaram nada, sou gêmea indentica da Taíssa que está nos EUA na faculdade do misisipe Fazendo medicina, Não quero ela por perto porque ela é totalmente diferente de mim é gorda desajeitada, dizem que ela é identica a mim, mas ela é feia, o meu pai ama mais ela do que a mim eu sinto isso, a minha mãe era que me amava, mas morreu de câncer quando eu tinha 17 anos Quando o fiz 18 anos eu fui ao baile no Complexo do Alemão chegando lá conheci o féra foi amor à primeira vista subi com ele para o camarote porque ele mandou me chamar. Ficamos ali curtindo noite toda No maior amaço quando deu 2:00 da manhã, fomos para um motel na Barra da Tijuca, ele fechou a porra toda. Do motel só para nós 2 o seu gerente e o seu sub. Tinha 5 mulheres Mais fera escolheu ficar comigo e fomos sozinhos para uma suíte, perdi minha virgindade naquela noite de farra eu estava tão bêbada que não lembro nem se doeu. Só quando acordamos que vimos o lençol sujo. Ele ficou possessivo e me levou para morar com ele na mesma manhã. Não deixou que eu pegasse nada da minha casa me deu tudo novo jóias perfumes caros, roupas de grife uma moto e um carro importado. Quando fiz 19 anos ele mandou eu botar silicone aumentar tudo fiquei turbinada ele sempre foi muito possessivo comigo, eu não podia nem sorrir no baile pra ninguém, a única coisa que eu não gostava era de ir ao baile ficar no meio daquelas pessoas fedorentas e pobres. Enquanto ele vivia visitando aquele povo fedorento sujo pobres, eu sei que ele de vez enquando me trai mas finjo não saber, eu já o amei muito mas hoje não o amo mais. Só amo minhas roupas e joias que ele me dá então não quero largar minha vida de luxo. Quando me sinto ameaçada por alguma daquelas mulheres novinha que são novatas no morro. Se fazendo de Santa.

Eu não sou burra. Sei muito bem como funciona aquele lugar. As novinhas chegam quietinhas, olhando tudo, aprendendo rápido… e quando a gente menos espera, já tão querendo sentar onde não foram chamadas. E pior: querendo subir onde não pertencem.

Mas comigo não.

— Tá me olhando por quê, garota? — falei uma vez, descendo do camarote com salto batendo forte no chão.

A menina tremeu. Dava pra ver no olhar dela que ainda não tinha entendido as regras.

— D-desculpa, eu só…

— Só nada. Fica no teu lugar.

Virei as costas e subi de novo, rebolando devagar, só pra marcar território. Ali, todo mundo sabia quem eu era. Mulher do Féra. Intocável.

Ou pelo menos… era o que eu achava.

Porque ultimamente ele andava diferente.

Chegava tarde. Às vezes nem chegava. Quando tava comigo, ficava no celular, respondendo mensagem com aquele sorrisinho de canto que eu conhecia bem demais.

Não era comigo.

Nunca foi comigo.

Mas eu não falava nada.

Preferia fingir que não via. Que não sabia. Porque no fundo, o que me prendia ali não era mais ele… era tudo que vinha junto com ele.

A cobertura.

As roupas.

As joias.

O respeito.

O medo que as outras tinham de mim.

Eu me olhava no espelho enorme do quarto, passando a mão pelo cabelo, pelo corpo todo moldado do jeito que ele quis… e às vezes nem me reconhecia mais.

— Tá perfeita — ele dizia.

Mas perfeita pra quem?

Pra ele?

Ou praquele mundo?

Suspirei, pegando uma bolsa cara em cima da cama. Hoje tinha baile de novo. E mesmo odiando aquele lugar, eu tinha que aparecer.

Era assim que funcionava.

Se eu sumisse… outra ocupava.

Passei o perfume caro, coloquei o salto e antes de sair, meu celular vibrou.

Número desconhecido.

“Tá achando que é única?”

Meu estômago gelou.

Li de novo.

E de novo.

O sangue subiu na cabeça na mesma hora.

— Ah, mas isso aqui não vai ficar assim…

Peguei a chave do carro com força e saí batendo a porta.

Se tinha alguém querendo brincar comigo… ia aprender do pior jeito.

Porque eu podia até não amar mais o Féra.

Mas perder o meu lugar?

Nunca.

Nunca.

Desci igual um furacão, o salto estalando no mármore da cobertura. O segurança abriu a porta antes mesmo de eu falar qualquer coisa. Já conhecia meu humor.

— Boa noite, patroa…

Nem respondi.

Entrei no carro e bati a porta com força, jogando a bolsa no banco do passageiro. Liguei o motor e acelerei sem nem esperar o portão abrir direito.

O ronco do carro cortou a rua.

Minha mão tremia no volante.

“Tá achando que é única?”

A mensagem não saía da minha cabeça.

— Filha da puta… — rosnei, apertando o volante com força.

Quem era ela?

Quem teve coragem?

Porque uma coisa era eu saber que ele me traía. Outra… era alguém vir esfregar isso na minha cara.

Pisei fundo.

Passei no sinal amarelo, quase fechando um motoqueiro que xingou atrás de mim. Nem olhei. Minha cabeça tava longe… já imaginando mil caras, mil situações.

As novinhas do morro.

As interesseiras.

As que ficavam rodando em volta dele no baile, se oferecendo com olhar de cadela no cio.

Meu sangue ferveu.

— Ah, tu mexeu com a pessoa errada…

Peguei o celular no sinal e liguei pra Jéssica, minha única “amiga” ali dentro se é que dava pra chamar assim.

— Fala logo ela atendeu.

— Quero saber quem tá se achando demais lá no morro.

Silêncio do outro lado.

— Ih… já deu merda, né?

— Só me responde. Tem alguma novinha se aproximando do Fé?

Ela riu baixo.

— Sempre tem, Raíssa. Tu sabe como ele é.

— Não me faz perder tempo.

Ela ficou séria.

— Tem uma sim… chegou tem pouco tempo. Morena, corpo pequeno… mas cheia de atitude. Não abaixa a cabeça pra ninguém.

Meu maxilar travou.

— Nome.

— Luna.

Gravei aquilo na mente na mesma hora.

Luna.

— Fica de olho nela — falei, fria. — Quero saber de cada passo.

— Tu vai fazer o quê?

Olhei pra frente, vendo as luzes da cidade passando rápido.

— O que eu sempre faço.

Desliguei.

Porque ninguém mexia no que era meu.

Ninguém.

Dobrei a esquina já entrando na estrada que levava pro Complexo. De longe já dava pra ouvir o batidão, o grave estourando no peito, as luzes cortando o céu escuro.

O baile tava lotado.

Como sempre.

Encostei o carro e nem esperei ninguém vir abrir. Desci sozinha, óculos no rosto, postura firme. Quando pisei ali, senti os olhares.

Todos.

Alguns de respeito.

Outros de medo.

E alguns… de deboche.

Subi direto pro camarote. Cada passo meu era calculado. Eu podia estar fervendo por dentro, mas por fora…

Eu era gelo.

Quando cheguei lá em cima, bati o olho na cena.

E foi aí que meu mundo deu uma leve inclinada.

Féra tava lá.

Encostado no sofá.

Rindo.

E do lado dele…

Uma morena.

Pequena.

Olhar firme.

Sem medo nenhum.

Ela.

Luna.

Ela não desviou o olhar quando me viu.

Pelo contrário.

Sustentou.

E ainda teve a audácia de sorrir de canto.

Meu peito subiu e desceu devagar.

O baile continuava, a música estourando, gente dançando, bebida rolando…

Mas pra mim?

Tudo tinha ficado em silêncio.

Porque naquele instante eu entendi.

A mensagem…

Não foi um aviso.

Foi um desafio.

E eu?

Nunca recusei um.

Endireitei o corpo, tirei o óculos devagar e comecei a andar na direção deles.

Hoje…

Alguém ia aprender a nunca mais cruzar o meu caminho.

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