A visão do Sr. Montenegro parado diante da rádio, envolto naquela fumaça densa e cara de seu charuto, era como um balde de gelo despejado sobre as brasas da minha coragem. Ele parecia uma estátua de mármore — fria, imutável e assustadoramente sólida contra o caos que ele mesmo havia criado. O brilho das sirenes refletia em seu relógio de ouro, e por um segundo, eu tive a certeza de que ele não era um homem, mas uma força da natureza que não aceitava ser contrariada.
— Ele não vai parar — su