— Preste atenção, Luigi — Baran falou firme, o olhar fixo no horizonte da estrada poeirenta. — Vou lhe ensinar como observar quem é olheiro e quem não é.
— Como o senhor sabe distinguir? — Luigi perguntou, ansioso, ajeitando-se na sela.— Nós, ciganos, sabemos — Baran respondeu, a voz carregada de certeza. — Só pegaram minha irmã porque estávamos dormindo. Minha mãe teve a visão em sonho, mas tarde demais. Se tivesse sonhado antes, estaríamos prevenidos. Talvez nem assim conseguíssemos proteger Sara... eles tinham armamento pesado, muito além do que possuímos.Luigi abaixou a cabeça, sentindo o peso daquela confissão.— E mesmo assim não reagiram?— Havia crianças e idosos, Luigi. — Baran suspirou, a mão apertando o punho da adaga presa à cintura. — Não se vence guerra sacrificando inocentes. É por isso que digo: não usaremos arma de fogo de início. O barulho denuncia. Mas facas, dardos, estrelas ninjas... essas eu aprendi sozinho. As zar