A pedra devolveu o frio primeiro. Rivera acordou dentro dele, como se o corpo tivesse virado parede. O teto era baixo, sulcado por uma cicatriz antiga; do outro lado, além das barras, corria um corredor estreito, do tipo que só aprende a respirar depois que o medo senta. A luz, pálida, vinha de um retângulo alto, e por um instante ele pensou estar sonhando — até ouvir o ferrolho arranhar metal em alguma porta distante. Aquele som não tinha imaginação: era hábito.
Sentou-se