SOFIA
A casa estava silenciosa, envolta em uma penumbra suave. Enzo dormia, e tudo ali parecia respirar junto com o compasso do meu peito. Era como se o tempo tivesse desacelerado, dando espaço apenas para nós dois.
Eduardo se aproximou devagar, encostando a porta do nosso quarto com cuidado. Seus olhos me procuraram no escuro, e quando encontraram os meus, havia neles uma mistura de desejo e ternura que fez meu corpo inteiro arrepiar.
— Vem cá — ele disse, com a voz rouca, estendendo a mão par