EDUARDO
Acordar sem sobressaltos era uma novidade. O despertador tocou baixinho, e pela primeira vez em meses, não havia correria, nem peso no peito. O ar estava leve, como se a casa respirasse junto comigo. Virei de lado e encontrei Sofia ainda dormindo, os cabelos espalhados no travesseiro, um leve sorriso nos lábios e a respiração tranquila. Beijei sua testa com cuidado, como se aquele gesto fosse um ritual sagrado, antes de sair da cama. Só o fato de vê-la ali, tão serena, era como confirma