SOFIA
A batida da campainha cortou o silêncio da manhã como um trovão. Eram sete e meia, mas a casa já pulsava em tensão desde as seis, quando Eduardo se levantou, com o telefone colado ao ouvido e a mente fervilhando em estratégias. Aquele som, porém... era diferente. Definitivo.
Levantei da mesa da cozinha, o café ainda fumegando, e observei pela fresta da porta. Eduardo caminhou até a entrada com passos firmes, mas havia algo nos ombros dele — um peso invisível, como quem carrega o destino n