SOFIA
Volto com Eduardo para casa em silêncio. Ele não diz nada durante o trajeto, apenas dirige com os olhos fixos na estrada. Quando chegamos, Enzo já está dormindo, graças à Marlene que o cobriu de carinho e histórias durante nossa ausência.
Na cozinha, coloco uma xícara de chá diante dele. Ele nem se move.
— Eduardo. Olha pra mim.
Ele ergue os olhos, perdidos.
— E se ela nunca tivesse morrido? E se tudo fosse um plano?
Arregalo os olhos. Assustada com o que acabei de ouvir. Como uma m