SOFIA
O carro freou silencioso a algumas quadras da casa. O motorista olhou pelo retrovisor, preocupado. Eu apenas assenti com a cabeça. Ele entendeu. Não era hora de perguntas.
Desci e segui a pé, sentindo o frio da noite cortando minha pele como se fosse vidro. Cada passo era um conflito interno entre o medo e a coragem. Mas meus pés não hesitaram. Eu sabia onde estava entrando. E ainda assim… precisava ir.
A rua estava envolta em sombras, com postes piscando como se recusassem iluminar aquel