EDUARDO
Cheguei no chalé no começo da noite. O céu ainda exibia um azul desbotado, como se o dia tivesse se recusado a morrer completamente. Mas dentro de mim, não havia luz. Apenas uma escuridão densa, feita de lembranças, ameaças e um medo que eu jamais admitiria em voz alta.
Cada passo que eu dava em direção à porta parecia me afundar mais. Como se o chão quisesse me engolir, como se as decisões do passado estivessem coladas aos meus pés, pesando como chumbo.
Antes mesmo que eu levantasse a