SOFIA
Acordei com a cabeça latejando, como se a noite tivesse me arrancado cada gota de paz que ainda existia em mim. A verdade — aquela que Eduardo finalmente havia me revelado — ainda pulsava no meu peito como uma ferida aberta. Mas alguma coisa dentro de mim havia mudado. A vulnerabilidade deu lugar à clareza. A dúvida cedeu espaço à estratégia. O medo continuava ali, é claro, mas agora... era faca afiada. Combustível. Instinto de sobrevivência.
Ouvi os passinhos de Enzo no corredor, seguido