O dia se arrasta mais do que devia.
Quando finalmente anoitece e eu volto pra casa, entro pela porta com aquela sensação estranha de expectativa. Como se estivesse chegando em algo, não só em um lugar.
A casa está acesa. Não toda, só o suficiente. Ouço risada vinda da sala antes mesmo de ver. Uma risada pequena, infantil. Depois a dela, mais baixa, contida.
Apareço no vão da porta.
Aurora corre primeiro.
— Papai!
Me abaixo a tempo de pegá-la no colo. Ela envolve meu pescoço sem pensar duas veze