Isa
Confusa é pouco para como estou me sentindo agora.
Eu deveria estar no meu quarto. De pijama. Deitada. Pensando no dia, na Aurora, no trabalho. Não aqui, parada no quarto dele, com a porta fechada atrás de mim e o coração batendo mais rápido do que faz sentido.
Nada aconteceu. E ao mesmo tempo aconteceu tudo.
Ele está perto demais.
— O que você quer de mim? — pergunto. A voz sai mais firme do que eu me sinto. — De verdade.
Ele não responde na hora. Me olha.
— Porque isso — continuo — não pode ser só… assim. Um puxão no corredor. Um “fica”. Eu preciso saber onde eu estou entrando.
Ele se aproxima um pouco mais. Não me encosta. Mas eu sinto.
— Você quer que eu repita? — ele pergunta, baixo.
Engulo em seco.
— Repetir o quê?
Um canto da boca dele se move, quase um sorriso, mas não tem leveza nenhuma ali.
— Que você é minha agora.
— Adrian… — meu nome nos lábios dele ainda me desarma. — Você não pode falar isso como se fosse simples.
— É simples pra mim — ele responde. — A per