Samuel
Domingo virou um tipo raro de luxo pra mim. Não luxo de taça de cristal e helicóptero, mas de acordar sem despertador pra reunião, ouvir o barulho de desenho baixo na TV e saber que o maior compromisso do dia é não queimar o sanduíche.
Naquele domingo, eu decidi que a gente precisava sair das quatro paredes.
— Vamos ao parque? — perguntei, encostado na porta do quarto enquanto a Anny trocava a fralda do nosso filho.
Ela levantou os olhos, desconfiada.
— Parque tipo… parque mesmo? Com c