Anny
Sarah não podia me tirar da casa, mas descobri rápido que tinha outras maneiras de tentar me tirar do eixo.
Acordei com o barulho suave da porta abrindo. A enfermeira, pensei. Mas quando virei para o lado, vi que a cama tinha ganhado um novo detalhe: um vestido pendurado no cabide, bem em cima do lado da cama, como se fosse o dono do lugar.
Era de um tecido que eu nem sabia o nome, num tom azul escuro que parecia coisa de novela de rico. Ao lado, dobrado com cuidado, um bilhete em papel