A casa parecia diferente sem pessoas circulando.
Não vazia, apenas atenta.
Ana percebeu isso logo ao acordar, antes mesmo de abrir os olhos. O silêncio não vinha da ausência absoluta de som, mas da falta de interferência. Nenhuma porta abrindo, nenhuma conversa baixa ao fundo, nenhum ruído cotidiano que amortecesse a própria presença.
Ela se sentou na cama e respirou fundo.
Vestiu-se devagar, escolhendo peças simples, práticas. Nada que chamasse atenção. Nada que pudesse ser lido como d