O telefone tocou às 00h10.
Dora despertou no segundo toque. O quarto ainda estava escuro, silencioso, imóvel como apenas as madrugadas sabem ser. O número no visor era desconhecido, e ligações desconhecidas naquele horário nunca carregavam trivialidades.
Ela se sentou na cama antes mesmo de atender.
— Alô?
Do outro lado, a voz era profissional, neutra, mas não casual.
— Senhora Dora? Estamos ligando do Saint Matthew Medical Center. A senhora é o contato de emergência de Ana Martins?