Ana só percebeu que estava tremendo quando entrou no apartamento e fechou a porta atrás de si.
No café, manteve a postura. Voz firme. Olhar estável. Frases medidas.
Era isso que ele sempre valorizou nela, controle.
Mas quando ficou sozinha, a máscara não servia para nada.
Encostou as costas na porta e deixou o ar sair devagar. Não era raiva o que sentia. Também não era arrependimento. Era algo mais confuso, uma mistura de alívio e perda que brigava dentro do peito como se quisesse ocupa