(Pov: Natan)
O escritório sempre foi um território previsível.
Natan gostava disso. Do silêncio funcional, da luz correta, da disposição precisa dos móveis. Nada ali estava fora de lugar por acaso. Cada tela tinha uma função, cada pasta um destino. O ambiente respondia à lógica — e ele também.
Naquela manhã, porém, a previsibilidade não trouxe conforto.
Ele chegou cedo demais, como sempre fazia quando precisava reafirmar controle. O prédio ainda despertava aos poucos. Elevadores vazios,