MIRTES / VALENTINA
O silêncio da mansão Castro após o tiroteio no mirante não era de paz; era o silêncio de uma granada antes da explosão. Quando fechei a porta do meu quarto, o peso do metal da HK que eu segurara há pouco parecia ainda queimar na palma das minhas mãos. Eu não era mais apenas Valentina, a babá. Eu tinha deixado a máscara escorregar no asfalto frio daquele mirante.
Caminhei até o banheiro e joguei água gelada no rosto. Olhei-me no espelho. Meus olhos estavam dilatados, a adrena