Heitor Castro
O trajeto até a casa segura foi um borrão de luzes de freio e o som de estilhaços de vidro caindo no tapete do SUV. No banco de trás, Eduardo estava em um silêncio absoluto, a submetralhadora ainda apertada entre as mãos, os olhos fixos na nuca da mulher que, até dez minutos atrás, ele chamava de "babá".
Assim que cruzamos os portões blindados da propriedade de apoio da Global, o motor morreu e o silêncio que se seguiu foi pior que o som dos tiros no hospital. Saímos do carro e