Malik
A minha casa sempre soube quando alguém novo atravessava a porta. Não era superstição. Era hábito. Durante um ano inteiro, aquele espaço aprendeu a respirar só comigo e com Noah. O eco dos nossos passos. O silêncio como regra. A ausência como rotina. Por isso, quando Ayana entrou, a casa sentiu antes de mim. Eu percebi no jeito como o ar pareceu se mover diferente. No som leve dos passos dela. No choro de Noah cessando quase de imediato, como se ele reconhecesse algo que eu já não lembrav