Ayana BrooksPassei o dia inteiro tentando entender Noah. Não só a rotina escrita em horários, mas o jeito dele existir dentro daquela casa grande demais para um bebê tão pequeno.Aprendi os horários certinhos da mamadeira, os intervalos quase exatos em que ele começava a ficar inquieto, os brinquedos que o acalmavam e aqueles que ele ignorava completamente. Descobri onde Lily guardava as roupas, quais bodies ele aceitava vestir sem reclamar e quais faziam ele se contorcer de irritação. Aprendi o horário do banho, a temperatura da água que o deixava mais tranquilo, o tipo de toalha que ele gostava de agarrar com as mãozinhas. Mas, no meio de tudo isso, algo começou a me incomodar. As sonecas de Noah eram curtas demais. Não eram cochilos profundos, restauradores. Eram pausas rasas, como se ele tivesse medo de dormir por muito tempo. E quando acordava, seus olhos ficavam atentos demais, abertos demais, como se estivessem sempre procurando alguma coisa.Ele observava tudo. O movimento da
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