Giulia Moretti
O som da porta se fechando atrás de Alessandra ecoa pela sala como um tiro abafado. Seco. Definitivo.
Só então percebo que estou tremendo.
Não é frio, é de raiva, estado em choque.
Meus dedos estão rígidos demais, como se não me obedecessem por completo. Preciso fechar as mãos em punhos para lembrar que ainda tenho controle sobre alguma coisa. O silêncio que se instala não é vazio — é pesado, espesso, sufocante. Um silêncio que observa, que julga.
Matteo está ali, a poucos passo