Giulia Moretti
Passo por ele sem pedir licença.
Não corro. Não baixo a cabeça. Não peço desculpas. Cada passo até a escada exige mais força do que eu gostaria de admitir, mas não paro. Sinto o peso do olhar de Matteo nas minhas costas como se fosse uma mão invisível tentando me puxar de volta.
Não cedo.
Quando fecho a porta do quarto atrás de mim, o mundo finalmente desaba.
As pernas falham. Preciso me apoiar na madeira para não cair. As mãos tremem, incontroláveis, e o ar entra aos solavancos