— Giulia Moretti
A primeira coisa que percebo ao acordar é o silêncio.
Não o silêncio comum da mansão — aquele carregado de passos distantes, rádios murmurando, portas se abrindo e fechando com cuidado.
É um silêncio vazio.
Abro os olhos devagar.
O lado da cama onde Matteo dormiu está frio. Arrumado. Nenhuma marca de corpo, nenhum amassado recente no lençol. Como se ele nunca tivesse estado ali.
Meu peito aperta antes mesmo que minha mente acompanhe.
Claro que ele foi embora.
Matteo Mancini nã