Voltar para minha cidade foi estranho. Muito estranho.
O ônibus parou com um solavanco leve, e o chiado dos freios cortou o ar da manhã como uma lâmina fina. Eu demorei alguns segundos para me levantar, com o coração batendo devagar demais para alguém que estava voltando para casa.
Levantei por fim e desci os degraus do ônibus com cuidado. Quando meus pés tocaram o chão da rodoviária da minha cidade, senti uma vertigem leve, uma tontura rápida, quase imperceptível, mas suficiente para me obriga