Acordei com uma sensação estranha no baixo ventre.
Não era dor exatamente. Era um desconforto surdo, constante, como um peso diferente daquele da gravidez. Minha barriga já estava enorme, redonda, viva. O bebê se mexia com força, como se quisesse me lembrar que estava ali, ocupando espaço, crescendo.
Mas havia também o tumor.
Essa palavra não saía da minha cabeça.
Passei a mão devagar sobre a barriga enquanto ainda estava deitada. Adriano dormia ao meu lado, com a respiração profunda e tranquil