ADRIANO
Cheguei em casa com o sol a pino, o estômago reclamando de fome e a cabeça ainda presa em números, contratos e decisões que eu vinha empurrando como quem empilha caixas sem olhar o peso real delas.
Benedita não apareceu sorrindo na varanda como era de costume. Ela surgiu hesitante, esfregando as mãos, o rosto tenso como se carregasse uma notícia que não queria ser a mensageira.
— Seu Adriano… — ela começou, e só o jeito como disse meu nome já me fez parar no meio do passo. — A Cecília t