Mundo ficciónIniciar sesiónLizy levava uma vida simples… até cruzar o caminho de Dante Ferraro. Misterioso, poderoso e irresistível, ele deixa claro desde o início que a quer, mas com uma condição… Ela não pode se apaixonar. Preso a um mundo onde casamentos são pactos e o amor é fraqueza, Dante carrega segredos capazes de destruir tudo ao redor. Quanto mais Lizy tenta fugir, mais se vê envolvida por ele. Entre desejo, mentiras, poder e escolhas impossíveis, Lizy vai descobrir que amar um mafioso não é apenas arriscado… É sobreviver a ele.
Leer másPeço, num fio de voz.
É um pedido desesperado. Ridículo. Eu sei. Mas é tudo o que eu tenho. A expressão dele muda. A voz, quando sai, é baixa… e perigosa. — No meu mundo… casamento não tem nada a ver com amor, Lizy. — Isso é ridículo!Eu retruco na mesma hora, indignada, destruída.
— Famílias como a minha não sobrevivem por sentimentos.Ele diz, cada palavra firme como uma sentença.
— Sobrevivem por alianças! Cada casamento é um acordo. Um tratado silencioso pra evitar guerra, dividir território… manter a paz entre homens que se matariam sem pensar duas vezes Ele segura meu queixo, obrigando-me a encará-lo. — Eu não tenho uma noiva .Ele sussurra.
— Eu tenho um pacto e se eu quebrar esse pacto… significa sangue!
E eu percebo. Não adianta. Não existe argumento contra aquilo. Contra esse mundo. Contra ele. Sem dizer mais nada, eu me abaixo, escapando por baixo do braço dele. Meu corpo treme, mas eu consigo chegar até a porta. Minha mão já está na maçaneta quando eu paro. Eu não quero olhar. Mas eu olho. — Você vai fazer a sua escolha!Digo, a voz mais firme do que eu me sinto
— E se for ela… você nunca mais vai encostar em mim. Nunca mais vai me ver. Nem que pra isso eu tenha que fugir.
Ele ri. Aquela risada baixa, irônica… que sempre me desestabilizou. — Você sabe que nunca vai fugir de mim, anjo! Eu respiro fundo. E então abro a porta. A chuva me atinge como um choque. Fria. Violenta. Como se o mundo inteiro estivesse contra mim. E eu corro. Corro sem olhar pra trás. Corro até não sentir mais nada além do ar queimando nos meus pulmões. Corro até encontrar um ponto de táxi. Entro no primeiro carro que vejo, dou o endereço com a voz falha, e só então… desmorono. Quando chego em casa, mal consigo pagar o motorista direito. Eu entro. Fecho a porta. E desabo. O choro vem com tudo, rasgando meu peito, quebrando cada pedaço que ainda restava inteiro dentro de mim. A dor é física. Latejante. Insuportável. Eu nunca senti algo assim. Nem nos meus piores dias. Nem em todos os meus vinte e um anos de vida. — Por quê… por que eu não ouvi a minha intuição?Eu sussurro entre soluços.
Eu sabia. Desde o começo. Ele era perfeito demais. Homens como ele não existem. E quando existem… não pertencem a mulheres como eu. Eu me jogo na cama, sem nem tirar a roupa molhada. O cansaço me consome. Meu corpo inteiro pede descanso. E, como se fosse a única forma de escapar da dor… eu apago. Quando acordo, a luz do dia invade o quarto. Por um momento, eu não lembro. Mas então eu sinto. O outro lado da cama… ainda está quente. Meu coração dispara. O cheiro dele está no travesseiro. Na minha pele. Em mim. Meus olhos se abrem completamente. Ele tirou as roupas molhadas do meu corpo. Estou nua. As cortinas estão abertas. Ele dormiu ao meu lado. Mas não teve coragem de ficar. — Filho da puta…Eu resmungo, a voz carregada de mágoa.
Covarde. Ele sempre foi tão intenso. Tão corajoso. Tão… tudo. E mesmo assim… não conseguiu me encarar. Eu me levanto devagar, indo até o banheiro. Lavo o rosto, tentando apagar os sinais da noite anterior. Mas a dor… continua ali. Então eu paro. E uma ideia surge. Não. Não é uma ideia. É uma decisão. Se ele vai se casar… Eu vou assistir. Eu volto para o quarto com um objetivo claro. Abro o guarda-roupa e escolho o vestido vermelho. Longo. Justo. Alças finas. Costas completamente nuas. Ele marca cada curva do meu corpo, abraça minha cintura, desliza pelos quadris. É provocante. É ousado. É… perigoso. Perfeito. Eu passo um batom vermelho, mais escuro que o meu cabelo ruivo. A cor contrasta com a minha pele clara, destacando cada traço do meu rosto. Me olho no espelho. Por um segundo… eu não me reconheço. Não sou a Lizy doce. Não sou a garota da cafeteria. Sou outra pessoa. Mais forte. Mais decidida. Mais… fatal. — É assim que ele vai me ver pela última vez.Murmuro.
Calço o scarpin da Christian Louboutin. Presente dele. Irônico. Há seis meses… eu nunca imaginaria estar aqui. Vivendo isso. Sentindo isso. E agora… eu também vou acontecer. Saio de casa e sigo direto para a igreja. Quando chego, paro por um instante na frente da entrada. Respiro fundo. Eu sei que estou chamando atenção. E foi exatamente por isso que eu escolhi esse vestido. Eu entro. E todos olham. Não porque sabem quem eu sou. Mas porque não sabem. E porque eu não deveria estar ali. Muito menos desse jeito. Eu ignoro. Continuo andando. Passo por fileiras de pessoas elegantes, olhares curiosos, cochichos abafados. Cada passo ecoa dentro de mim como um desafio. Quando finalmente me aproximo o suficiente, vejo. Eles já estão no altar. De frente um para o outro. A noiva… perfeita. Intocável. Exatamente como alguém daquele mundo deveria ser. E ele… Ele está ali. Impecável. Frio. Distante. Como se nada tivesse acontecido. Como se eu nunca tivesse existido. Meu peito aperta. Mas eu não paro. Eu continuo andando. Então o padre fala: — Dante Ferraro, você aceita receber Stella De Lucca como sua esposa? O tempo desacelera. Ele começa a virar o rosto. E então… ele me vê. Os olhos dele se prendem imediatamente. Descem. Sobem. Me avaliam inteira. Como se eu fosse a única coisa naquele lugar. O padre repete a pergunta. Mas Dante não responde. Ele continua me olhando. E naquele olhar… Existe tudo. Raiva. Desejo. Conflito. E algo que ele nunca vai admitir em voz alta. Eu paro. Ergo o queixo. E sustento aquele olhar. Porque agora… A escolha é dele. E dessa vez… Eu não vou implorar...O corpo dele colado ao meu faz tudo voltar de uma vez.O cheiro.O calor.A presença.Como se aquela semana nunca tivesse existido… como se eu nunca tivesse saído daquela cama.Mas eu saí.E foi por um motivo.Meu coração dispara.Forte.Descompassado.Minhas mãos ficam presas entre nós, sem saber se empurram… ou se puxam ele ainda mais para perto.— Dante…Repito, agora com menos surpresa… e mais emoção.Ele não se afasta.Pelo contrário.Me prende ainda mais.O braço firme na minha cintura, como se eu realmente não tivesse escolha.Como se ele não fosse me deixar fugir dessa vez.E talvez…Eu não queira.Mas eu deveria.Fecho os olhos por um segundo.Tentando organizar tudo.Mas não dá.Porque ele está aqui.De novo.E isso bagunça tudo.— Você não podia estar aqui…Minha voz sai mais fraca do que eu queria.Ele solta uma respiração pesada perto do meu pescoço.— E você não podia ter ido embora porra.A resposta vem baixa.Controlada.Mas carregada.Abro os olhos.Olho para ele.De
O som do celular me arranca do sono,irritante e persistente.Abro os olhos devagar, ainda preso ao cansaço da noite… e por um segundo, tudo parece em ordem.Até eu perceber.O vazio.Meu braço se move automaticamente, procurando ela.Seu lado está vazio.Na mesma hora, minha expressão fecha.Pego o celular na mesa sem pressa, mas já irritado.Stella.Respiro fundo antes de atender… mas não atendo ainda.Primeiro, eu olho.Levanto da cama.Ando pelo quarto.Banheiro.Closet.Sala.Cozinha.Escritório.Tudo vazio.Ela não está.Meu maxilar trava.Agora sim, atendo.— Fala!— Dante, preciso da sua ajuda com os convites.A voz dela vem leve, quase animada.Como se eu estivesse ligando para esse casamento.— Manda as opções por foto.Respondo seco.Mesmo assim ela começa falar.Modelos, cores, detalhes, tipo de papel.Finjo que estou ouvindo.Volto para o quarto.E então vejo...O bilhete, na escrivaninha.Pego e leio.O mundo ao redor some por um segundo.— Dante… você está me ouvindo?A
Estou nua...Seus susurros no meu ouvido, me causam arrepios.Dante ainda esta me dando alternativa.Mas estou muito excitada, para simplesmente sair.Eu preciso dele para acalmar meu corpo.Me sinto em chamas.Eu viro a minha cabeça e encontro a sua boca.A gente se beija, é um beijo apaixonado.Eu amo o gosto da sua boca, amo como ele me segura enquanto estamos nos beijando.As sensações que ele me causa...Desejo e borboletas no estômago.Estamos em pé... então ele se abaixa...E tira a minha calcinha.Agora estou totalmente nua.Ele apoia um dos meus pés em seu joelho.O rosto dele está posicionado bem em frente a minha pélvis. Sei exatamente o que vai fazer.Ele lança seu rosto para frente... e a sua boca faz contato com o meu clitóris.Passa a lingua me provocando.E depois suga.Eu jogo a minha cabeça para trás choramingando de tanto prazer.Ele coloca um dedo dentro de mim, no ponto certo, enquanto permanece me chupando.A sensação é surreal... eu grito o seu nome.- DAAAANTE
Ela não desvia o olhar. Mesmo com os olhos ainda marejados, mesmo com a respiração instável, Lizy encara-me como se estivesse pronta para ouvir tudo… ou talvez pronta para quebrar de vez. E isso me prende. Mais do que qualquer arma, mais do que qualquer ameaça. Passo a mão pelo rosto, sentindo o peso da decisão que estou prestes a tomar. Porque a partir daqui… Não tem volta. — Você quer respostas?… A minha voz sai mais baixa, mais carregada do que o normal. Dou um passo para trás, criando uma distância que não é física… é controle. — Então escuta bem... O silêncio no quarto se torna quase palpável. O peito dela sobe e desce, ela respira ansiosa. — Eu não sou o tipo de homem que você acha que eu sou! Caminho lentamente pelo quarto, evitando encará-la por alguns segundos. — Eu não trabalho em escritório, Lizy. Não tenho rotina normal. Não tenho dias tranquilos, minha vida é tumultuada. Volto o olhar para ela. Ela esta com o cenho franzido. — Eu resolvo
Último capítulo