Mundo de ficçãoIniciar sessãoSaio do café com os nervos à flor da pele.
Meu coração ainda está acelerado, como se eu tivesse corrido quilômetros… mas não corri. Foi ele. Dante. Que homem é esse? A forma como ele olha… como se pudesse ver tudo. Como se pudesse atravessar qualquer barreira que eu tente levantar. Passo a mão no cabelo, tentando afastar a sensação que ele deixou em mim. Inútil. Meu telefone toca. Meu amigo Alessio. Atendo, tentando soar normal. — Oi, morango. Ana e eu estamos indo a um barzinho… o irmão dela também vai. Quer vir? Fecho os olhos por um segundo. Preciso de uma distração. Qualquer coisa que me faça parar de pensar nele. — Vocês passam na minha casa, me buscar? — Claro. As vinte e uma em ponto. Desligo. Respiro fundo. — Ótimo… é disso que eu preciso. Chego em casa quase correndo. Abro o guarda-roupa e sem pensar muito, escolho um vestido preto justo. Curto, simples e sexy. Sandália de tiras. Cabelo solto. Batom vermelho. Olho no espelho. Talvez eu esteja tentando provar algo. Pra mim mesma. Ou pra ele… mesmo que ele nem esteja aqui. — Está ótimo. Às nove em ponto, eles chegam. Alessio, Ana… e o irmão dela. Ricardo. Ricardo tem vinte oito anos, é muito bonito, já nos beijamos em duas ocasiões, mas eu nunca quis mais que isso. Ele é doce e confiante. Talvez até demais. Seguimos para o bar. O ambiente está cheio, música alta, risadas, copos se chocando. Peço um drink, depois outro... Conversamos. Dou risada. Mas minha mente… insiste em voltar em Dante. Ricardo se aproxima mais, muito perto. A mão dele encosta no meu braço. Depois no meu cabelo. Depois na minha cintura. Disfarço. Mas começo a me incomodar. — Morango… vou embora com a Ana — Alessio diz baixo — ela não está se sentindo bem. Assinto. — Acho que também vou… Mas Ricardo interrompe. — Fica mais um pouco… vamos dançar? Olho para a porta. Voltar para casa significa ficar sozinha… Pensando...nele. — Tá bom! Aceito. Talvez seja um erro ou não. A pista está cheia. A música vibra no corpo. Danço. Rio. Tento me soltar. Ricardo se aproxima mais. A mão firme na minha cintura. O corpo colado demais. Mas eu deixo. Porque é mais fácil sentir qualquer outra coisa… do que sentir aquilo que Dante provoca. — Vamos tomar um ar? — ele diz perto do meu ouvido. Concordo. Lá fora o ar está mais leve. Mais frio. O vento bagunça meu cabelo. Fecho os olhos por um segundo. E respiro. — Melhor, né? — Muito. Ele me entrega uma garrafinha de água. Bebo. Quando olho de novo, ele está mais perto. Muito perto. A mão dele sobe devagar até meu cabelo. — Você é muito bonita, Bárbara… Meu corpo fica tenso. Não é desconforto total. Mas também não é… aquilo. Não é o que eu senti com Dante. E então... — Tire as mãos dela agora!. A voz. Grave. Fria. Autoritária. Meu coração dispara. Viro o rosto devagar. E ele está lá. Dante, o próprio. Encostado na parede, nos observando, postura firme, olhar escuro. Jeans escuro. Camisa branca. Que marca deus músculos. Perfeito. Ricardo recua um passo. — Quem é você? Dante nem olha para ele direito. Está olhando fixo em mim. — Alguém que você não gostaria de conhecer! O silêncio pesa. O ar muda. Dante estende a mão pra mim. — Vamos, Bárbara! Ele não está pedindo, está mandando. Eu travo. Tudo em mim quer ir. Mas algo me segura. Balanço a cabeça em negativo. — Eu não vou! Ricardo ri de leve. — Ela não quer ir. Cai fora! Erro. Grave erro. O movimento é rápido demais. Um soco. Seco. Ricardo cai. Eu mal tenho tempo de reagir. — Você ficou louco?! Mas Dante já está me puxando. Me levanta com facilidade. — Me solta! Eu bato nele. Esperneio. — Que tipo de louco você é?! Ele não responde. Só abre a porta do carro e me coloca dentro. Fecha. Dá a volta. Entra. Coloca o cinto em mim com firmeza. Isso faz ele ficar muito próximo, a ponto de sentir sua respiração no meu rosto. — Eu vou gritar! Digo, ofegante. Ele me olha. E o sorriso que aparece… — Pode ter certeza que você gritar, mas... será o meu nome, quando eu estiver fazendo você gozar! Meu corpo arrepia. O silêncio dentro do carro é pesado. Carregado. — Você tem uma namorada!? Minha voz sai mais baixa do que eu queria. — Ou uma esposa… eu vi. Ele segura o volante com força. — Ela não é nada! Viro o rosto. — Não foi isso que pareceu. — Bárbara… Ele fala meu nome devagar. — Pare fugir! Meu coração dispara. — Eu não estou fugindo. — Está sim. Ele estaciona o carro em frente a um prédio luxuoso. — Você só não quer admitir! Ele sai. Abre minha porta. Eu desço. Ainda tensa. Ainda confusa. E antes que eu consiga dizer qualquer coisa... Ele me prende contra o carro. E me beija. Avassalador. Minhas pernas fraquejam. Como se eu não tivesse escolha. Minhas mãos empurram o peito dele. Mas não com força suficiente. Meu corpo me trai. Respondendo a ele. E isso me assusta. Ele encosta a testa na minha. Respiração pesada. — Você sente isso! Não é uma pergunta. É uma afirmação. — Eu… Minha voz falha. — Eu não sou esse tipo de mulher! Ele solta uma risada baixa. O olhar dele prende o meu. -Eu quero você! Fico em silêncio. Meu coração b**e alto demais. — Dante… isso está errado...eu ainda... Mas ele não me deixa completar. — Tudo em mim é errado anjo! Ele diz sem hesitar. E de alguma forma… isso me faz querer saber mais sobre ele. Dante segura minha mão. Me puxa, até que a gente entra em seu apartamento. É luxuoso, grande, móveis e decoração em tons escuro, tudo grita poder. Como ele. A porta se fecha atrás de nós. O som ecoa. — Eu preciso ir embora! Digo, tentando recuperar o controle. Ele se aproxima devagar. Sem pressa. Como um predador. — Você não quer ir! — Mas eu preciso... Minha voz me entrega. Ele para bem na minha frente. Tão perto que eu sinto o calor dele. — Tem certeza? Não respondo. Eu não me mexo. Não consigo. Ele ergue a mão devagar. Toca meu rosto. Delicado. Contraditório. — Se permita, Bárbara! Meu corpo inteiro reage. — Seu corpo já decidiu por você Baby! Fecho os olhos por um segundo. Perdida. Confusa. Atraída. Com medo. Eu tento contar pra ele... — Dante… eu… As palavras não saem. E talvez esse seja o maior problema de todos. Ele não me dá tempo. Ele me deita no sofá. Me observa ardente. E eu sei que estou entregue. Ele senta. Coloca meus pés em cima da sua perna e retira minhas sandálias. -Anjo eu sou um filho da puta egoísta, mas enquanto você quiser estar comigo...será muito bem tratada! Enquanto eu quiser penso. Isso quer dizer que tenho escolha. Ele se deita em cima de mim. Se apoia em seus braços. Ele está no meio das minhas pernas. O contato é perfeito. Ele me beija Possessivo. Depois ele levanta...me pega em seus braços e me leva para outro cômodo. Seu quarto...






