Cada vez que o monitor cardíaco oscilava, o coração de Arthur parava junto. Ele observava o peito minúsculo do filho subir e descer num esforço. O bebê lutava contra a prematuridade, contra o trauma do ataque e contra as estatísticas.
— Vamos lá, moleque... — Arthur sussurrava, a testa encostada no acrílico, os olhos vermelhos e secos de tanto chorar. — Mostra pra eles de quem você é filho. Você sobreviveu àquele verme, você sobreviveu ao sangue... não para agora. O papai tá aqui. Eu não vou s