O corredor da UTI Neonatal era silencioso, um contraste mortal com o caos que rugia dentro do peito de Arthur. Para entrar ali, ele teve que deixar as armas, o orgulho e a fúria do lado de fora. Vestido com um avental descartável que parecia pequeno demais para seus ombros largos, ele caminhava devagar, como se o chão fosse feito de vidro.
O médico parou em frente a uma incubadora no final da fileira. O som dos monitores — bipe, bipe, bipe — era o único ritmo que importava agora.
— É aqui —