**Átila**Acordo com uma dor surda e persistente irradiando pelo meu corpo, um lembrete físico e humilhante da noite anterior. Minha cabeça pesa, latejando com o cansaço de uma noite mal dormida, interrompida por pensamentos que eu não conseguia silenciar. A luz do sol da Grécia, implacável e brilhante, invade o quarto pelas frestas, iluminando a poeira que dança no ar. Abro os olhos e fico encarando o teto por longos minutos, tentando processar, peça por peça, o desastre que foi a minha noite de núpcias. A raiva ainda pulsa em algum lugar profundo dentro de mim, uma brasa que se recusa a apagar, misturada com uma frustração amarga que trava minha garganta. Sasha tem uma habilidade impressionante, quase cirúrgica, de me desestabilizar com apenas um olhar ou um golpe bem dado, e isso me irrita mais do que eu gostaria de admitir.Sento-me na cama com um gemido contido, passando as mãos pelo rosto em um esforço para clarear a mente e afastar as sombras do sono. Preciso recuperar o meu ce
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