SashaA casa surge no horizonte como uma miragem que se recusa a ser acolhedora. É uma visão que, em qualquer outra circunstância, traria conforto, mas agora só serve para alimentar a incerteza que me corrói. A construção é sólida, imponente e bonita à sua maneira, mas não consigo evitar o pensamento sufocante de como será a minha existência entre essas paredes ao lado de Átila, o homem cujo sobrenome agora carrego e que associo, inevitavelmente, à dor e à perda. Quando finalmente o carro para e o motor silencia, respiro fundo, tentando desesperadamente acalmar meu coração acelerado. Átila desce, pega as malas com uma eficiência silenciosa e me acompanha até a porta principal. Leo, nosso elo vital e a única razão de eu estar pisando aqui, é quem me dá forças. É por ele, e apenas por ele, que aceito entrar nessa prisão dourada.Entramos na casa, e cada passo que dou sobre o piso impecável ecoa como uma batida de tambor fúnebre, marcando o início definitivo de uma fase que eu nunca plan
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