Presente momentoAcordo com um leve, mas insistente, som de passos no corredor. É um ruído abafado, mas suficiente para perfurar a névoa densa que envolve minha mente. O sol da manhã, um intruso ousado, entra pelas janelas do quarto, iluminando a bagunça ao meu redor. Garrafas vazias, roupas jogadas, a desordem que reflete a noite anterior. O cheiro adocicado e enjoativo de perfume barato ainda paira no ar, misturando-se ao meu próprio hálito de uísque, e sinto o peso de uma ressaca iminente pressionando minha cabeça como um capacete de chumbo. Ao meu lado, uma mulher de cabelos descoloridos e maquiagem borrada dorme profundamente, alheia ao meu tormento, suas roupas espalhadas pelo chão como folhas secas.Estou tentando, em vão, processar os eventos da noite passada, juntar os fragmentos de memória, quando a porta do quarto se abre bruscamente. O som ecoa, cortando o silêncio com a violência de um trovão. Lá está ele, meu tio Petros, uma figura imponente e ameaçadora, com uma express
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