— Ela é bem madura para a idade — ele retruca, como se isso justificasse o absurdo da situação.
— Eu tenho quase o dobro da idade dela! — a raiva começa a ferver dentro de mim. É uma afronta pessoal.
— Sim, Átila, eu sei — ele diz, a voz monótona, sem um pingo de empatia.
— Então por que eu? O senhor sempre me suportou, meu tio — pergunto, sentindo a frustração se transformar em desespero. — Por que não encontra outra pessoa para essa tarefa? Alguém mais jovem, por exemplo? Alguém que não seja