Ao acordar, Alexander olhou ao redor. Tudo havia sumido. Luna, eu, Victor, nossa casa. Tudo.Ele não sabia ao certo se estava vivo ou morto. Aquele lugar não era um lugar - era a ausência dele, um vazio perturbador. Não havia chão sob seus pés, mas ainda assim ele estava de pé. Não havia céu acima, nem escuridão completa, nem luz. Era um vazio absoluto, uma vastidão sem cor, sem som, sem tempo. Algo perturbador, o nada pulsava, como se respirasse lentamente ao redor dele, pressionando sua mente. Alexander sentiu algo raro e muito desconfortável: medo.Emoção tão humana que ele poucas vezes experiênciou. -Onde eu estou? O que aconteceu?— sua voz ecoou, mas o eco não retornou. As palavras simplesmente desapareceram, engolidas pelo vazio.Ele tentou sentir seu próprio corpo. Seu coração não batia, como sempre. Sua respiração era apenas um hábito mecânico. Ainda assim, havia sensações demais: o peso da consciência, a vertigem da dúvida. Estou morto? A pergunta se repetia, martelando e
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