A casa estava silenciosa demais naquela noite.Melina subiu para o quarto carregando o peso do dia nos ombros. A conversa no trabalho, o confronto, a presença constante de Diogo em sua mente. Tudo parecia se acumular em camadas difíceis de organizar.Entrou no quarto e deixou a porta apenas encostada. Não percebeu. Estava distraída demais para notar pequenos detalhes.O banho foi longo, quente, quase um refúgio. A água escorrendo ajudou a aliviar a tensão que insistia em permanecer no corpo. Quando saiu, vestiu um baby doll simples, leve, escolhido mais por conforto do que por qualquer outra coisa. O tecido fresco tocava a pele ainda quente, e Melina se sentou na beira da cama.Pegou o hidratante da gaveta. Abriu a tampa sem pensar, espalhando o creme lentamente pelas pernas. O cheiro doce de morango se espalhou pelo quarto, suave, íntimo, quase inocente.Foi nesse momento que Diogo subiu as escadas.Ele pretendia apenas confirmar se Melina estava bem. Nada além disso. Parou diante da
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