Melina começou a perceber Diogo antes mesmo de vê-lo. O som dos passos no corredor, o leve deslocar de objetos, a maneira como a casa parecia reagir à presença dele. Era irritante. E, de alguma forma, inevitável.
Ela estava sentada no sofá, trabalhando no notebook, quando sentiu alguém se aproximar por trás.
— Você costuma se sentar torta assim? — Diogo perguntou.
— Eu costumo me sentar confortável — respondeu, sem erguer o olhar.
— Isso vai prejudicar sua postura.
— Meu corpo sobreviveu até aq