O contrato estava sobre a mesa do escritório, aberto na página marcada por anotações precisas e assinaturas impecáveis. Diogo o observava como se fosse um objeto estranho, algo que reconhecia, mas que já não explicava tudo.
Melina apareceu na porta sem anunciar. Trazia consigo uma xícara de café e uma expressão atenta, como se soubesse que aquele silêncio tinha peso.
— Você costuma encarar papéis quando quer pensar? — perguntou.
— Papéis não respondem — ele disse. — Mas também não complicam.
El