O problema começou com uma reunião.
Diogo precisava receber dois diretores da empresa em casa. A reforma na sede ainda não havia sido finalizada, e o encontro exigia discrição. Melina soube disso quando entrou na sala e encontrou Diogo rearranjando móveis com precisão quase cirúrgica.
— O que está acontecendo aqui? — perguntou.
— Reunião importante — respondeu ele. — Preciso da casa organizada.
— A casa está organizada — disse ela.
— Está… funcional — corrigiu. — Precisa parecer impecável.
— Eu moro aqui — Melina respondeu. — Não sou parte da decoração.
— Não foi isso que eu disse.
— Foi exatamente isso que você quis dizer — ela rebateu.
Ele suspirou.
— Preciso da sua colaboração por algumas horas.
— E o que eu ganho com isso? — ela perguntou.
— Paz temporária — respondeu.
— Tentador — disse ela, cruzando os braços. — O que você precisa?
— Silêncio. Discrição. E que não interfira.
— Então eu preciso desaparecer.
— Apenas se adaptar — ele disse.
Ela sorriu de canto.
— Vou tentar não se