ARIEL MACEY A manhã seguinte amanheceu cinzenta, o céu de chumbo refletia meu estado de espírito. Acordei antes do despertador, tomei um banho frio para despertar os sentidos e vesti meu uniforme. Prendi o cabelo num coque apertado, sem deixar nenhum fio solto. Maquiagem mínima. Postura ereta. Desci para a cozinha. — Bom dia, Srta. Ariel — cumprimentou Sr. Ben, o cozinheiro, com seu sorriso bonachão. — Bom dia, Ben. Apenas Ariel, por favor. Preparei o prato de Luna com frutas cortadas em formatos de estrelas e o levei para a sala de jantar. Dante já estava lá. Ele estava sentado na cabeceira, lendo algo no tablet, uma xícara de café fumegante ao lado. Usava um terno cinza escuro. A gravata era de seda preta, sóbria e intimidante. Ao ouvir meus passos, ele levantou os olhos. A expressão dele endureceu instantaneamente. Coloquei o prato de Luna no lugar dela e me virei para ele. Juntei as mãos na frente do corpo e baixei a cabeça respeitosamente. — Bom dia, Sr. Vel
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